Resiliência - Como levamos porrada da vida e continuamos de pé?


"Eu não aguento mais!”


Pense quantas vezes você já não ouviu a frase acima. Fora tantas outras que nós mesmos dissemos.


Mas continuamos aqui.


A verdade é que aguentamos muito mais do que pensamos, muito mesmo. Eu até arrisco a dizer que se não pensássemos que tínhamos que aguentar tanto, a gente poderia aguentar infinito.


Se pararmos para explorar o que é a resiliência, percebemos que precisa existir algo que gera pressão para que então se manifeste essa qualidade de resiliência. Ou seja, se não há pressão, não há a necessidade de aguentar pressão. Isso parece que é bem claro e é um de dois cenários que vejo nesse momento - cenário um: não há pressão, cenário dois: há pressão.


O cenário um, me parece, é onde vivemos maior parte do tempo, nosso estado natural, não temos a sensação de pressão logo não precisamos “lidar" com ela.


Vamos ao cenário dois: há pressão. É aqui que começa a ficar interessante, já que quando buscamos o ponto focal da pressão, o primeiro lugar que procuramos são nas circunstâncias e situações que estão ocorrendo no momento que sentimos a pressão. E como diz o velho ditado: quem procura, acha.


Já que achamos uma pressão que vem das nossas circunstâncias, vemos a necessidade de eliminar o que julgamos ser a fonte dessa pressão e se não conseguirmos fazer isso, temos que “aguentar” a pressão - e é aí que entra a resiliência.


Ao meu ver existe, porém, um terceiro cenário, só que oculto: olharmos para a fonte da pressão e percebermos que ela não está nas circunstâncias e sim na nossa mente. Se enxergamos isso, não precisamos mais eliminar a fonte, nem lidar com as circunstâncias ou aceitar a pressão, para ela se extinguida. Simplesmente reconhecemos que ela é uma fabricação da nossa mente e não existe nas circunstâncias.


Antes que me xinguem, não estou dizendo que não devemos fazer nada nas circunstâncias para mudar o desfecho de uma história. Estou dizendo que não existe relação entre as circunstâncias e a pressão que sentimos além da que nossa própria mente cria.


Se quiser enxergar um pouco mais sobre isso, sugiro que vá além da possível resistência inicial que você possa estar sentindo. Explore um pouco mais profundamente e procure sentido nas sugestões.


Abração,


Robin.

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